Fósseis raros são encontrados em meio a rejeitos de mineração

28/02/2017

Publicado Originalmente no SBE Notícias N° 360 em 01/03/2017.

 

Os fósseis mais antigos de animais da América do Sul têm 565 milhões de anos, datando do período conhecido como Ediacarano superior. São dezenas de milhares de pequenas impressões em formato circular pertencentes a um ser marinho chamado Aspidella. As Aspidellas foram descritas por quatro pesquisadores brasileiros e três argentinos em artigo publicado no Scientific Reports. O segundo autor é o geólogo Lucas Warren (Unesp– Rio Claro).

O Ediacarano, entre 635 e 541 milhões de anos, é o último estágio do Pré-Cambriano, período que antecede a explosão de vida multicelular ocorrida no Cambriano, quando surgiram nos mares todas as linhagens biológicas originais das quais descendem os animais. Dada a raridade – e muitas vezes o lastimável estado de conservação dos fósseis ediacaranos –, um desafio para os paleontólogos que os estudam é comprovar, sem sombra de dúvidas, que aquelas impressões na rocha com formas bizarras são de origem biológica.

As Aspidellas foram achadas em 2015 nas pilhas de rejeito de mineração de duas pedreiras de calcário em Olavarría, distante 300km a sudoeste de Buenos Aires (capital da Argentina). O arenito que ocorre sobre os carbonatos nessas pedreiras é composto de grãos muito finos e avermelhados, depositados há mais de meio bilhão de anos em antigas planícies de maré.

“Se havia icnofósseis, provavelmente teríamos chances de achar algum bicho. Fomos atrás de Cloudinas nos carbonatos, considerado um fóssil guia do Ediacarano e presente no Brasil e outras 10 localidades no mundo. Mas não achamos nenhuma. Em seu lugar, encontramos as Aspidellas”diz Warren.

Fonte: Agência FAPESP, 20/02/2017


 

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